Depois de uma longa ausência, propositada diga-se, volto para continuar a fazer o que estava a fazer antes de me “calar” temporariamente… ou seja, NADA!

O Verão está aí… praia, férias, turistas, emigrantes, programas de “pura” animação em todos os canais que correm, textos humorísticos sobre os tópicos anteriores, o desagrado quando a meteorologia nos diz “céu pouco nublado que evoluirá para chuva fraca ou moderada durante o período da tarde”, o Iran Costa, a Volta a Portugal em Bicicleta, Gripe A… enfim… é só escolher qual o tema que preferimos e falar dele…
Eu, pelo meu lado, não vou entrar por estes eventos que ainda vão acontecer… mas vou fazer um rescaldo do que já foi (comigo, claro)… Neste período de ausência foram várias as minhas experiências.. e agora quero partilhar convosco. aquela que se calhar mais me marcou… não fosse o escaldão já o ter feito!
Tive de férias e, quando precisei, demorei 2 horas à procura de uma farmácia… Nós em Viseu temos uma farmácia de Reforço (aberta até as 22h) e uma permanente (em escala rotativa durante o mês)… ora bem, é bom descobrir que somos mesmo um país de variedades… Há locais onde realmente há uma farmácia de “reforço”… mas o significado é um pouco diferente… é preciso chamar “reforço” policial para que nos abram a porta, após 10km de viagem (por esta ser a mais próxima)… Imaginemos o seguinte: “Sr guarda precisava que me acompanhasse à farmácia para comprar um preservativo”… lol… isto sim é sexo seguro!!! Não foi o meu caso… a minha namorada apanhou um escaldão e fomos comprar um creme (não deixava de ser caricato, perguntar ao agente que achava da pele da minha namorada!!)
Bem, mas não satisfeito com a questão policial… porque ainda era multado por estacionar mal o carro para ir comprar o dito creme… procurámos na escala qual a farmácia de serviço permanente… dizia lá o nome… e a morada???? Falamos de uma zona que abrangia tres vilas num raio de 30km… toca a percorrer tudo o que era estrada nacional e parar em cada uma das farmácias na esperança de dizer”esta é que é a de serviço”… o erro era tão comum, como as farmácias desse país fora se chamarem todas da mesma maneira: NENHUMA DIZIA A MORADA… até encontrarmos a penúltima.. uma morada em letras minúsculas…
A odisseia ainda não tinha terminado… como não podia deixar de ser… era a última de todas aquelas terras… a farmácia mais longe, na rua mais escura, de acesso mais difícil, com obras em todas as margens… e com os clientes mais demorados….
A sentir-me o mais exausto dos homens… entro na farmácia e espero mais uns minutos… à minha frente mais dois “escaldados” à espera do creme deles… de repente um deles diz ao farmacêutico ” é pá, duas horas a procura desta farmácia, corremos todas e só numa vimos a morada”… descobri que aquela jornada tinha um significado mais profundo que o que inicialmente parecia ter… mas também, não pensei mais no assunto, comprei a porcaria do creme (logo 2 para não ter de voltar a correr tudo).. meti-me no carro… e 15 minutos depois estava em casa!!!
Pois é… na vida há coisas que apesar de parecerem simples… não o são quando não estamos no nosso elemento!!!





Nada saberá melhor que uma pausa do trabalho, após semanas a fio daquele ram-ram diário de entra e sai do serviço, resolve isto e aquilo, atende este e aquele… enfim, aquele exercício que, para além de psicológico, massacra fisicamente qualquer pessoa.